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POSTADO EM 31 DE MARÇO DE 2020

DORIA: "PERDER MANDETTA SERIA UM DESASTRE PARA O BRASIL"

No fim da semana passada, o sinal de alerta soou no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Um integrante da equipe de segurança do governador João Doria(PSDB)testou positivo para o coronavírus, o que levou o tucano e sua esposa, Bia Doria, a fazerem um segundo exame, que não chegou a ser divulgado. Ao contar o episódio em uma sala no subsolo do Palácio, Doria retirou o resultado negativo de uma pasta e entregou à reportagem com uma provocação àquele que hoje substituiu o PT como seu principal adversário. "O seu primo lá de Brasília disse que fez, mas nunca mostrou".

Esse tem sido o tom de Doria nos últimos tempos, que tirou do topo da lista de seus eventuais adversários na disputa presidencial de 2022 Lula e o PT para 'promover' o presidente Jair Bolsonaro. Mas somente Bolsonaro, não todo seu governo. Nesse entrevista, por exemplo, o governador fez uma defesa enfática da permanência do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, cujo discurso destoa da do presidente nas estratégias de combate ao novo coronavírus.

O governador também contou como está sendo sua nova rotina em tempos de covid-19. Doria tem optado por voltar para casa todas as noites, mas tem ficado até 15 horas no Palácio, onde dormiu apenas algumas noites desde o começo da crise.

A rotina na sede do executivo, porém, não mudou drasticamente. A lanchonete e os dois restaurantes do local continuam funcionando. A apertada sala de entrevistas, conhecida pelo ar-condicionado congelante, foi substituída pelo amplo salão da entrada principal. Os funcionários tem um vasto estoque de álcool gel à disposição, mas os cumprimentos foram substituídos por toques de cotovelo ou acenos a distância.

A segurança do governador também foi reforçada após as ameaças de morte que ele recebeu na semana passada e que ele atribui ao 'gabinete do ódio" do Palácio do Planalto.

FONTE: TERRA