30. Born to Destroy (EP) – Gandharva
Gandharva é uma das bandas atuais mais promissoras do cenário do rock brasileiro. Ainda atuando apenas no meio undergruond, lançou Born To Destroy, disco que realmente foi feito para destruir tudo por onde passava. Com um elo perdido entre o Stoner Rock do Queens of the Stone Age e o grunge do Nirvana, o álbum da banda recifense sem sombra merece estar nesta lista. (Ravi Freitas)
“ESCAPIST & CYNICAL (ao vivo)”
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29. Stoner To The Boner – Monster Coyote
Monster Coyote é o que parecia poder não dar certo. Uma banda de stoner misturada com metal no meio do Nordeste, mais especificamente em Mossoró, RN. Com vocais rasgados, guitarras distorcidas e riffs pesados e pegajosos (no bom sentido), Stoner To The Boner vem pra mostrar que o metal brasileiro não está nada morto. (Ravi Freitas)
“Devilroad”
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28. Violência – Julia Says
Júlia Says é uma dupla de Recife que faz música eletrônica combinando samplers, vocais, guitarras e baterias com programações eletrônicas feitas ao vivo. Em Violência, a banda veio potencializar o que já vinha mostrando, com um CD extremamente dançando e, apesar de eletrônico, com uma grande pegada de rock’n'roll. (Ravi Freitas)
“To The Freaks”
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27. Matando o Amor – Talma & Gadelha
O álbum é repleto de músicas ótimas, numa mistura interessante de rock’n’roll antigo, como Mutantes ou Rita Lee, e ao mesmo tempo com uma pegada indie rock tão atual que chama atenção. As faixas, no geral, contam histórias, relatos, sentimentos e indagações sobre o tema principal do álbum: amor.
É um ótimo álbum para quem está roendo, quem está feliz, quem quer conquistar um novo amor ou apenas sair para dançar de mãos dadas com alguém. E não esqueça da cerveja, do vinho! Tudo isso acompanhando de um bom rock’n’roll dançante, sentimental, meio blues, meio psciodélico, e totalmente Talma & Gadelha.
“O Roqueiro e A Hippie”
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26. Direito de Ser Nada - Violins
Com o novo “Direito de Ser Nada” (2011), o Violins se encontra em sua fase mais pop, mas nem de longe isso significa algo ruim. Pelo contrário, acredito que eles estão se encontrando cada vez mais, melhorando, aprimorando seu trabalho. O lado “surpresa musical” que encontrávamos anteriormente em seus trabalhos, como tempos quebrados, letras chocantes, dão lado a um som mais puro, com efeitos suaves e uma letra harmônica e de fácil entendimento.
“Rumo de Tudo”
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A sexta faixa de “Amarénenhuma” guarda a essência que não apenas esse disco, mas a banda Nuda tem. “Ode aos Ratos”, música de Chico Buarque é interpretada pelos recifenses de forma frenética; desacelerando algumas partes, deixando outras mais pesadas, descontextualizando-a da época de ditadura e trazendo para a realidade atual através das batidas de alfaia ressoando e lembrando que hoje temos uma liberdade de produção e recriação incrível. Mergulhados nessa liberdade, a banda criou um disco sem pretensões, construídas dentro das influências dos integrantes junto com as idéias da de cada um, passando por instrumental “Pedra“, uma nova canção que parece uma velha cantiga popular “Pisa“, uma pequena peça de três atos “Acorde Universal” até chegar n’amarénenhuma, música que intitula o disco.
Com boas influências no rock independente nacional, e letras que vão de Manoel Bandeira à Fernando Pessoa, os acreanos lançaram este ano seu segundo disco, “O Segundo Depois do Silêncio”. Com participação especial do Hélio Flanders (Vanguart) e uma faixa co-produzida pelo Dado Villa-Lobos, as músicas inéditas ganharam mais vigor, menos psicodelia e mais influências tanto no rock independente atual, quanto dos anos 80 e 90. O lançamento do disco foi promovido pela Baritone Records.
Após o minimalista Sweet Jardim (2009), o nascimento da filha, Tiê renovou a produção de suas músicas, deixando-as mais alegres e com instrumentalização detalhada. A começar de “Na Varanda da Liz”, música destinada à sua cria, presente no A coruja e o coração. A ousadia da cantora floresceu neste disco, não só nos arrajnos, mas em sua versão para uma música “Você não vale nada” interpretada anteriormente por artistas como Calcinha Preta e Ivete Sangalo. A incompatibilidade de gênero superada pode ter dado confiança para a cantora arriscar mais e regravar músicas recém lançadas, no caso de “Só sei dançar com você”, de Tulipa Ruiz e “Mapa-Mundi” de Thiago Pethit. Alegre, divertido e carismático, este disco da Tiê pode ser o passo firme para construção de uma bela carreira que certamente nos presenteará com suas interpretações incríveis.
O fascinante no último disco lançado dos paraibanos da Burro Morto é a dinâmica que sua música ganha, conversando com o cinema,as artes visuais acrescentada de novas batidas. “Baptista Virou Máquina” tem a arte da capa feita por Shiko e filme de mesmo nome dirigido por Carlos Dowling, que fecha o ciclo com trilha sonora composta pelas faixas do álbum. Alguns shows-de-cinema já aconteceram, com a banda tocando ao vivo a trilha do filme. Já o disco, mantendo a conversa com o visual, vem simbolizando Baptista, um trabalhador que está alienado pelo ambiente que o cerca, onde a produção em massa o transforma numa figura que não questiona, apenas observa. A tracklist começa com batidas mais duras e repetitivas. A partir do momento que Baptista sai dessa condição, quebra a rotina e abre espaço para a música dos paraibanos ser explorada, experimentada, liberta.
O momento ápice dessa quebra da rotina de Baptista é escutada através da música “Cataclisma”, feita em parceria com Fernando Catatau.
O álbum possui treze faixas, sendo duas bônus e uma em espanhol, chamada “Verdugo“. Com punch, pegada certeira pra uma boa noite de rock’n’roll regada a copões de cerveja e muita fritura, “Música Crocante” é daqueles rock pauleira para ouvir dirigindo em alta velocidade, esquentando para uma noite quente. O disco é bem diversificado mistura elementos conhecidos da banda, como o rock’n’roll e surf músic, com outros novos elementos tornando tudo novo.
“Máquina”
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