Disco: Velociraptor, Kasabian

O Kasabian surgiu logo no final dos anos 90, especificamente em 1999. A banda cresceu rápido por suas boas músicas e bons discos, com isso, sendo indicada a vários prêmios ingleses entre eles o Brit e o NME Awards (os mais importantes do país). Logo que surgiu, a banda infelizmente foi muito comparada ao Oasis, o que não tem muito a ver. O Kasabian tem outra proposta: eles são antenados na década em que vivem e fazem uma música mais contemporânea, com batidas rápidas , ora dialogando com o eletrônico tocado em clubes tornando as suas faixas mais interessantes do que a que irmãos Gallaghers produziam.

Assim, desde o começo os músicos do grupo sempre buscaram fazer diferente daquilo que as bandas de seu país faziam e o álbum “Velociraptor” seguiu a mesma linha de raciocínio.  Porém fazer o sucessor de um disco aclamado como o “West Ryder Pauper Lunatic Asylum” não é muito fácil. Isso porque foi um disco vencedor de muitos prêmios, que colocou a banda em outro nível.

“Velociraptor” é mais pop, suas letras são introspectivas e carregam com si incertezas, arrependimentos e alguns pontos certeiros de surrealismo. É um álbum carregado de boas músicas para tocar em arenas e festivais, suas músicas possuem riffs rápidos, letras pegajosas e vocais para fazer a multidão gritar junto.

Logo de incio o álbum começa com  “Let’s Roll Just Like We Used To”, uma música de reflexão sobre a passagem do tempo, assim como a que encerra o álbum, a reverberante “Neon Noon”. Logo como segunda faixa vem ”Days Are Forgotten”, letra forte, com uma batida bem eletronica e um bom baking vocal.  Se destacam ainda “La Fee Verte” faixa psicodélica que fala sobre o que é real e o que não é real, “Switchblade Smiles” uma das canções que dialogam bem com a música eletrônica, tanto que pode ser comparada ao Daft Punk, e ainda a ótima “Re-wired” que também tem essas up beats.

Talvez a formula do ”Velociraptor” esteja na mistura  entre o indie rock com boas doses de psicodelismo.  Pronto para ser rápido e eficaz com várias canções de movimentar estádios e festivais com letras do tipo: Velociraptor / He gonna find ya / He gonna kill ya / He gonna eat ya” (tradução: “Velociraptor / Ele vai te encontrar / Ele vai matar você / Ele vai comer ya”), da faixa rápida e avassaladora que leva o nome do disco nas costas.

O álbum também conta com músicas mais lentas como “Acid Turkish Bath (Shelter From The Storm)” que deixa claro referências de músicas orientais no álbum, a “Goodbye Kiss”  que possui aquela letra boba e despretensiosa de amor e lembra muito uma música do trabalho solo do Alex Turner para o filme Submarine.

“Velociraptor” não é o melhor dos trabalhos realizado pelo Serge Pizzorno e sua trupe, é incerto com relação ao seu som, porém, o disco traz consigo um ótimo rock’n roll contemporâneo.  O Trabalho não deixa de ser uma grande evolução músical para o grupo de Leicestershire. Mas o Kasabian mostra no álbum que ainda tem muito a mostrar para seus fãs.

Re-Wired

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Switchblade Smiles

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Days Are Forgotten


6 thoughts on “Disco: Velociraptor, Kasabian

  1. Pingback: Kasabian toca versão acústica de “Days Are Forgotten” « Atividade FM

  2. Boa review, mas west ryder pauper lunatic asylum é o cd mais fraco, supera-lo seria simples. Com o velociraptor eles se reergueram em grande estilo. Abraço

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