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MC Lord Magrão no Festival No Ar Coquetel Molotov
O Guillemots é uma banda da Inglaterra formada por integrantes de diferentes países, que ganhou muito destaque desde seu primeiro lançamento em 2006. A banda foi uma das principais atrações do primeiro dia do Festival No Ar Coquetel Molotov. Mais uma vez o grupo se apresentou ao lado dos californianos do Health, agora na versão recifense do NACM. Nós do Atividade FM estávamos cobrindo primeiro dia festival e aproveitamos a presença do grupo para fazer uma pequena entrevista com MC Magrão, o integrante brasileiro. Confira:
É sua primeira turnê com o Guillemots no Brasil?
É a primeira turnê do Guillemots no Brasil, ela se iniciou em Salvador e amanhã em Fortaleza termina. A gente fez as datas em Salvador, São Paulo, Buenos Aires, agora aqui em Recife e depois amanhã, como falei, em Fortaleza.
Vocês estão fazendo uma série de shows aqui no Brasil no festival Coquetel Molotov em duas cidades e também shows solos como em São Paulo. Como tá sendo a receptividade do público brasileiro com as musicas do Guillemots?
Tem sido muito boa, assim, a gente fica muito feliz de saber que as pessoas aqui do Brasil gostam da banda e que tenham interesse nela. Em geral, assim, o público brasileiro é bem melhor que o público inglês, tipo, na Inglaterra os caras são bem gelados e aqui o público é bem caloroso e a gente sente isso no palco de saber que as pessoas estão se divertindo e cantando as músicas.
Como é pra banda tocar num festival como Glastonbury e depois fazer shows em festivais mais pequenos?
Pra mim não faz diferença na hora que a gente está tocando no show. O Guillemots e o público se envolvem. Eu não trato nenhum show de forma diferente de outro show, todo show é importante como qualquer outro.
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Público invade o palco do teatro no show do Guillemots no NACM
Sei que o Guillemots já lançou novo álbum este ano, mas vocês já estão pensando em como o próximo vai ser?
Já estamos gravando umas coisas novas este ano e todos da banda também possuem projetos paralelos à banda e trabalham com outras coisas. Por exemplo, eu to fazendo uns curtas, já fiz uns videoclipes e gosto muito desta coisa visual. Até tenho uma idéia de um filme pra ser realizado no Brasil, ando pensando em como conseguir o dinheiro para fazer.
Como é a sua história na banda, Magrão? Sei que você está nela desde o começo.
Eu estava morando em Londres fazia dois anos e conheci o Fyfe, logo depois a gente começou a tocar juntos: eu, o Fyfe e o Greg . E depois disso, acho que o período foi de um ano e meio mais ou menos, nós formamos a banda e no começo era tudo improvisação, assim, a gente nunca ensaiava as músicas, depois foi necessário a gente marcar um show e aprender a tocar umas músicas, que foi quando a Arista entrou na banda. Daí começamos a fazer as músicas mesmo, ao invés de ficar improvisando o tempo todo no estúdio.
E como foi crescimento da banda para ganhar nome fora da Inglaterra?
É difícil de dizer isso porque a gente não vê a banda por fora. Daí a gente não sabe direito como é que é som da gente fora. Tipo, aqui no Brasil a gente nunca ia saber que nós éramos conhecidos. Quando recebemos a proposta para vir tocar e tal eu fiquei muito surpreso porque tocar no nordeste é bem legal e a maioria das bandas quando vêm só tocam no sul, assim, Rio e São Paulo. É muito surpreendente pra mim que tenham esses festivais rolando por aqui, porque faz tempo que saí do Brasil e ver como ele tá agora evoluindo assim é bem legal.
Você tem acompanhado a música brasileira nesses últimos tempo?
Eu ouço as bandas que sempre ouvi, assim, tem uma coisa ou outra que eu ouço, mas esses dias que tenho estado no Brasil tenho me esforçado para ouvir a rádio, assistir à TV e saber o que está tocando por aqui. Conheci o Mauricio Takara + Rodrigo Brandão que tocaram aqui no festival e que gosto muito do som, e o Objeto Amarelo, de São Paulo, uma banda que acho bem legal. Ainda é bem difícil acompanhar porque eu não moro aqui, mas eu até tento.
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