Por: Krystine Carneiro/@kryscarneiro
I’m at a place called Vertigo
Domingo, dia 10 de abril. São Paulo. Morumbi.
Um dia inesquecível, misturando euforia, cansaço, suor, frio e, principalmente, música de qualidade. Eu, como grande fã do U2, cheguei à fila às 7h30 da manhã para garantir o meu lugar ao sol no Inner Circle.
Já pertinho daquela monstruosidade de palco, pude me empolgar ouvindo “A Minha Menina”, dos Mutantes, uma espécie de introdução ao show, e depois “Space Oddity” de David Bowie, uma introdução já fixa nessa turnê 360º.
Evitei ao máximo saber qual música iria abrir o show (mentira, eu implorei que me contassem e não contaram) e me surpreendi quando começaram a tocar “Even Better Than The Real Thing”, do álbum Achtung Baby, de 1991. Mas nada foi mais surpreendente do que ouvir ao vivo a música “Zooropa”, do álbum de mesmo nome, de 1993. Essa música nunca, eu disse nunca, foi tocada ao vivo na íntegra. Noite histórica, gente! Na minha opinião, foi um show pra fã. Tanto por “Zooropa”, que nem eu sabia cantar, quanto por “Out Of Control”, que não havia sido tocada nenhuma vez nessa turnê.
Como qualquer show de U2, houveram inúmeros pontos altos. Começando por “Mysterious Ways”! Dancei loucamente! Achei que não ia me empolgar muito com “Vertigo” e “Elevation”, mas ao vivo é outra coisa, cara. É impossível ficar parada.
Fiquei orgulhosa de mim mesma por conseguir cantar “North Star”, música inédita, que só sai no próximo álbum. Inclusive, já a considero minha futura música favorita. “City Of Blinding Lights” também foi um espetáculo à parte. Ao vivo, com aquele telão gigante piscando, com o som nas alturas, é uma das músicas mais delirantes do grupo.
Infelizmente morguei um pouco com “Ultraviolet (Light My Way)”. Como sei que a banda está alternando os shows com ela e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” e eu queria muito ouvir essa última, fiquei triste por saber que ia perder a oportunidade de ouvi-la ao vivo. Por isso, não aproveitei muito“With Or Without You” e “Moment Of Surrender”, as últimas músicas do espetáculo. Mas suspeito que fui a única, pois todos com quem eu comentei isso preferiam “Ultraviolet”.
Bem, U2 sempre surpreende. Com o palco, o telão, a setlist, as chamadas “snippets”, as garotas chamadas ao palco… Poderia enumerar centenas de coisas. Sempre vale a pena ver a banda ao vivo. Até a próxima, Bono, The Edge, Adam e Larry. E, Bono, vê se me chama pro palco na próxima, né?
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Krystine Carneiro, estudante de jornalismo e pirada por U2.

